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terça-feira, 17 de dezembro de 2013

História de Mulheres - O percurso

Em 2013, fiz um dos trabalhos mais sensíveis de minha trajetória escribunda. Pediram a mim que pensasse num percurso de mulheres a partir dos acervos de três espaços museais de Belo Horizonte: Memorial Minas Vale, Museu de Artes e Ofícios e Centro de Arte Popular. Depois de flanar por aqueles espaços, de ouvir gritos e silêncios das vozes das mulheres de lá, criei um material baseado em textos e provocações. Tal material faz um convite aos professores da rede municipal e seus respectivos alunos: vamos escutar as vozes e encontrar as mulheres do caminho? O percurso foi desenhado e a história de mulheres contada. Tudo isso buscando amplificar as vozes daquelas mulheres, além de oferecer aos professores e alunos uma outra forma de experimentar os museus. Um jeito mais ativo, participativo. Os textos "areados"solicitam que os leitores os preencham. Os fios da trama dessa história querem ser cerzidos a parti do repertório de cada um. A iniciativa do trabalho  partiu do Núcleo de Gênero e Diversidade Sexual da SMED-BH. 

Postarei aqui, hoje e nas semanas seguintes, alguns textos que compõem a História de Mulheres.

Eis a apresentação




O Percurso de Mulheres – Vozes e Silêncios



Ouvidos atentos. Prontos a perceber e escutar. Ora o sussurro, ora a fala gritada. Ambos revelando a sua maneira trajetos, espaços, consciências, caminhos de mulheres. Foi com a escuta e o coração desarmados que nos colocamos como ouvintes dessas mulheres distintas, diversas, de carne e osso ou de barro, encontradas em três espaços museais: Memorial Minas Vale, Museu de Artes e Ofícios e Centro de Arte Popular. Deste exercício sensível e atento, construiu-se o Percurso de Mulheres. De fato, este percurso pode ser entendido como apenas um ou divido em três. Um para cada espaço citado acima. As vozes e silêncios dos espaços podem complementar, negar, reforçar, destacar a de outro. Mas todos têm sentido próprio, que cabe e ganha sentido em si. E também nas provocações de cada um dos textos aqui contidos. Do esforço, não apenas o percurso se erigiu, mas uma forma participativa, envolvente, afetiva, de se escutar tais vozes e silêncios. Mais do que um didatismo, aqui se faz um convite à construção de leituras, de significados, de entendimentos. Em cada texto, cabem as impressões, as dúvidas, as curiosidades de cada estudante, de cada professor. Ouvidos prontos, eis as mulheres do caminho.

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