Vozes e silêncios do engobe. Centro de Arte Popular.
Entalha
madeira. Nasce do barro a arte. Ajeita o tecido. Enfeita a festa. Entoa o
canto. Dança a dança. Reza a reza. Celebra o rito. E a mulher faz tudo isso?
Crê no que vive, deseja e espera. Arte de artesã. No formão? Ou com a mão? Mão
de mulher, mãos mestiças, mão de gente do povo, mão de índia. Uma coisa ou
outra parece delicada, simples. Outras, sem tamanho. Tacho grande, colher sem
fim. A mulher está ai? Quantas mulheres! Debruçadas na janela, espiando fora,
vestidas de casar, contando essa história no ritmo, na forma da arte delas. Às
vezes, parecem as mesmas. Talvez faltem olhos para diferenças? Parece questão
de força. Quem sabe seja de fé.

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