Escribundo

Escritos e poesias vagabundas

manoelismos antunianos rosáceos leminskoidais

terça-feira, 17 de dezembro de 2013

História de Mulheres - Vozes do Centro de Arte Popular

História de Mulheres


Vozes e silêncios do engobe. Centro de Arte Popular.





Entalha madeira. Nasce do barro a arte. Ajeita o tecido. Enfeita a festa. Entoa o canto. Dança a dança. Reza a reza. Celebra o rito. E a mulher faz tudo isso? Crê no que vive, deseja e espera. Arte de artesã. No formão? Ou com a mão? Mão de mulher, mãos mestiças, mão de gente do povo, mão de índia. Uma coisa ou outra parece delicada, simples. Outras, sem tamanho. Tacho grande, colher sem fim. A mulher está ai? Quantas mulheres! Debruçadas na janela, espiando fora, vestidas de casar, contando essa história no ritmo, na forma da arte delas. Às vezes, parecem as mesmas. Talvez faltem olhos para diferenças? Parece questão de força. Quem sabe seja de fé.

Nenhum comentário:

Postar um comentário